Educação e infância no mundo
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Educação e infância no Brasil vistos pelos números do mundo

Acompanhando as estatísticas mundiais sobre Educação e infância

Dados de 211 países e territórios

Despesa pública em educação (% do PIB)5.62%
35º de 203 (2025)
Crianças fora do ensino primário2.19%
79º de 205 (2025)
Taxa de escolarização no ensino superior69.73%
53º de 203 (2025)
Taxa de escolarização no ensino secundário104.14%
47º de 208 (2025)
Alunos por professor (ensino primário)20.22alunos por professor
112º de 206 (2019)

Educação e infância em números

Esta apresentação reúne cinco indicadores de educação do Banco Mundial, um por quadro, com o Brasil destacado. Cada quadro traz o ranking dos países, o valor e a posição do Brasil e a linha de evolução da série disponível. Os dados vêm do World Development Indicators.

Government spending on education35Brasil investe 5,6192% do PIB em educação pública e ocupa o 35º lugar
Children out of primary school792,1872% das crianças em idade primária estão fora da escola no Brasil
Tertiary enrolment53A matrícula no ensino superior do Brasil chega a 69,7318%, 53º lugar
Secondary school enrolment47O ensino médio brasileiro registra 104,1447% de matrícula bruta, 47º entre 208 países
Pupils per teacher (primary)112São 20,2231 alunos por professor no ensino fundamental brasileiro

Leia cada quadro isoladamente: a unidade, o número de países avaliados e o ano de referência mudam de indicador para indicador. Não compare posições ou valores entre quadros diferentes — 5,6192% de gasto e 20,2231 alunos por professor não estão na mesma escala.

Pontos principais

O Brasil aparece hoje na metade superior do mundo em quase tudo que envolve educação e infância, com um traço que o distingue de muitos países de renda parecida: o investimento público é alto. O gasto público em educação é de 5,6192% do PIB, o que coloca o país na 35ª posição entre 203 países e acima do valor mundial de 3,5693%. Ao mesmo tempo, a proporção de crianças fora da escola primária é de 2,1872%, 79º lugar entre 205 países — bem melhor do que já foi, mas ainda distante dos primeiros colocados. Na matrícula secundária o Brasil marca 104,1447% (bruta), muito acima do valor mundial de 77,2786%, e no ensino superior chega a 69,7318%, também acima da média global de 43,6151%.

Fonte: World Bank, World Development Indicators (SE.XPD.TOTL.GD.ZS, SE.PRM.UNER.ZS, SE.SEC.ENRR, SE.TER.ENRR) — https://data.worldbank.org/

O valor mais recente do indicador central

O indicador que abre esta edição é o gasto público em educação como proporção do PIB. O Brasil registra 5,6192%, ocupando a 35ª posição entre 203 países. O valor mundial do mesmo indicador é 3,5693%, ou seja, o país está cerca de 2,05 pontos percentuais acima da referência global. Vale lembrar que a série mede despesa governamental — não inclui o que as famílias pagam por mensalidades, material ou ensino fora da escola.

Fonte: World Bank, World Development Indicators — Government expenditure on education, total (% of GDP), SE.XPD.TOTL.GD.ZS — https://data.worldbank.org/indicator/SE.XPD.TOTL.GD.ZS

Quem está no topo e quem está na base

No topo do gasto público em educação aparecem sobretudo economias pequenas e países insulares: Quiribati com 16,3905%, Samoa Americana com 14,717%, Tuvalu com 12,8457% e Micronésia com 11,5591%, seguidos por Namíbia (9,0844%), Argélia (8,9777%) e Cuba (8,4409%). Na outra ponta estão Somália com 0,0%, Nigéria com 0,3191%, Zimbábue com 0,3848% e Papua-Nova Guiné com 0,7821%; também na base aparecem economias grandes da Ásia, como Indonésia (1,2752%) e Líbano (1,2249%). O Brasil, com 5,6192%, está claramente no lado alto da distribuição, embora longe dos valores extremos das ilhas menores — em uma faixa mais próxima da do Reino Unido (5,9068%) do que da dos primeiros colocados. No indicador de crianças fora da escola primária, a posição relativa é diferente: os primeiros lugares são de Emirados Árabes Unidos (0,0039%), Azerbaijão (0,0266%) e Uruguai (0,0355%), e o Brasil, com 2,1872%, fica em 79º entre 205 países, no meio da tabela.

Fonte: World Bank, World Development Indicators — SE.XPD.TOTL.GD.ZS e SE.PRM.UNER.ZS — https://data.worldbank.org/

Como mudou nesta década

O gasto público em educação subiu de 5,7374% do PIB em 2011 até o pico de 6,3205% em 2017 e depois recuou de forma contínua, chegando a 5,497% em 2021 e voltando a 5,6192% em 2022 — cerca de 0,12 ponto abaixo do nível de 2011 e 0,70 ponto abaixo do pico. A proporção de crianças fora da escola primária caiu de 6,4743% em 2012 para 2,1872% em 2024, com oscilações no meio do caminho (4,8103% em 2021, 3,3407% em 2022) e o menor valor da série no ano mais recente. A matrícula no ensino superior é o movimento mais consistente: de 43,8344% em 2012 para 69,7318% em 2024, quase 26 pontos de alta. A matrícula secundária, por sua vez, ficou praticamente estável em torno de 100–106% no mesmo período, com 104,0862% em 2013 e 104,1447% em 2024. Já a relação alunos por professor no ensino fundamental passou de 21,0436 em 2005 para 20,2231 em 2017 — nesse caso, a série disponível vai apenas até 2017.

Fonte: World Bank, World Development Indicators — SE.XPD.TOTL.GD.ZS, SE.PRM.UNER.ZS, SE.TER.ENRR, SE.SEC.ENRR, SE.PRM.ENRL.TC.ZS — https://data.worldbank.org/

Comparando com países próximos

Entre as economias de referência, o gasto público brasileiro de 5,6192% do PIB fica atrás apenas do Reino Unido (5,9068%) e à frente dos EUA (5,4204%), Coreia do Sul (5,4091%), França (5,3243%), Alemanha (5,2392%), China (3,8971%) e Japão (3,3366%) — a diferença para o Japão é de cerca de 2,28 pontos. Na América do Sul, o Uruguai aparece em 3º lugar mundial em crianças fora da escola primária, com 0,0355%, contra 2,1872% do Brasil; nos EUA o valor é 3,9822% e na China, 6,6763%. No ensino superior, os 69,7318% do Brasil ficam abaixo da Coreia do Sul (111,8533%), do Reino Unido (80,4146%), dos EUA (79,3619%), da China (76,8758%) e da Alemanha (76,7097%), e um pouco abaixo da França (71,5347%); dentro da região, Chile (110,1769%) e Argentina (107,8226%) estão bem acima. Na matrícula secundária, os 104,1447% brasileiros superam França (103,7854%), Japão (101,5371%), Alemanha (100,2437%), EUA (97,4735%), Coreia do Sul (96,254%) e China (92,2603%), ficando atrás do Reino Unido (112,12%). Já em alunos por professor, os 20,2231 do Brasil estão acima de Alemanha (12,3028), EUA (14,1986), Reino Unido (15,1327), Japão (15,661), Coreia do Sul (16,2867) e China (16,4267).

Fonte: World Bank, World Development Indicators (SE.XPD.TOTL.GD.ZS, SE.PRM.UNER.ZS, SE.TER.ENRR, SE.SEC.ENRR, SE.PRM.ENRL.TC.ZS) — https://data.worldbank.org/

Como ler estes números

O gasto em educação medido aqui é despesa do governo em relação ao PIB e não abrange o que as famílias gastam com mensalidades, transporte, material ou aulas particulares; uma proporção alta não indica, por si só, melhor qualidade de ensino, assim como uma proporção baixa não significa necessariamente pouco esforço educacional. Note também que os primeiros lugares tendem a ser ocupados por economias muito pequenas, como Quiribati (16,3905%) e Tuvalu (12,8457%), em que uma despesa modesta em valores absolutos representa uma fração grande do PIB. As taxas de matrícula são brutas (% gross): contam matriculados fora da faixa etária oficial e repetentes, razão pela qual podem passar de 100% — caso do Brasil (104,1447%), da Grécia no superior (165,1134%) e de Mônaco no secundário (158,5466%); não devem ser lidas como "porcentagem de crianças que frequentam a escola". Para crianças fora da escola primária a base não traz valor mundial, então não cabe comparação com uma média global, e o ranking cobre apenas os países que reportaram dados. Os anos de referência também diferem entre indicadores — a série de alunos por professor do Brasil vai até 2017, enquanto matrículas e crianças fora da escola chegam a 2024 —, de modo que comparações sem alinhar o ano têm limites. A atualização é anual, via World Development Indicators do Banco Mundial, e valores passados podem ser revisados conforme novos reportes dos países; por isso, pequenas variações de posição não devem ser interpretadas de forma categórica.

Fonte: World Bank, World Development Indicators — https://data.worldbank.org/

Despesa pública em educação (% do PIB) no mapa e em gráficos

Mapa-múndi de Despesa pública em educação (% do PIB)
Mapa-múndi: Despesa pública em educação (% do PIB) (2025). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)

No topo aparecem economias pequenas como Quiribati (16,3905%) e Tuvalu (12,8457%); na base estão Somália (0,0%) e Nigéria (0,3191%). O Brasil fica na parte alta da tabela, em 35º entre 203 países.

Despesa pública em educação (% do PIB): topo, base e Brasil1Quiribati16.392Samoa Americana14.723Tuvalu12.854Micronésia11.565Namíbia9.0833Butão5.8534Nauru5.7835Brasil5.6236Jamaica5.5137Uzbequistão5.47201Zimbábue0.38202Nigéria0.32203Somália0%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2025). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Despesa pública em educação (% do PIB)6.95.442.51.12011201320152017201920212022BrasilChinaAlemanhaMundo%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

As barras mostram uma distribuição bem espalhada, de 0,0% a 16,3905%. A linha do Brasil subiu até 6,3205% em 2017, recuou a 5,497% em 2021 e voltou a 5,6192% em 2022.

Comparar países

Crianças fora do ensino primário

Mapa-múndi de Crianças fora do ensino primário
Mapa-múndi: Crianças fora do ensino primário (2025). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)

Emirados Árabes Unidos (0,0039%), Azerbaijão (0,0266%) e Uruguai (0,0355%) lideram; Somália (85,2728%) e Afeganistão (68,7716%) fecham a lista. O Brasil está no meio da tabela.

Crianças fora do ensino primário: topo, base e Brasil1Emirados Árabes Unidos02Azerbaijão0.033Uruguai0.044Coreia do Sul0.065Japão0.0777Bósnia e Herzegovina2.178Chile2.1279Brasil2.1980Tonga2.2881Fiji2.39203Guiné Equatorial65.6204Afeganistão68.77205Somália85.27%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2025). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Crianças fora do ensino primário8.263.71.5-0.82012201420162018202020222024BrasilAlemanhaÍndia%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

A linha brasileira cai de 6,4743% em 2012 para 2,1872% em 2024, o menor valor da série, com oscilações em 2021 (4,8103%). A distância entre os extremos do ranking passa de 85 pontos.

Taxa de escolarização no ensino superior

Mapa-múndi de Taxa de escolarização no ensino superior
Mapa-múndi: Taxa de escolarização no ensino superior (2025). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)

Grécia (165,1134%) e Macau (141,8648%) encabeçam a tabela, com Haiti (1,0514%) na última posição entre 203 países. O Brasil aparece na primeira metade, à frente do Japão (64,4908%).

Taxa de escolarização no ensino superior: topo, base e Brasil1Grécia165.112Macau141.863Chipre120.884Hong Kong120.095Coreia do Sul111.8551Sérvia70.5852Bielorrússia70.1153Brasil69.7354Bulgária69.5555Mongólia69.04201Guiné Equatorial1.84202Polinésia Francesa1.46203Haiti1.05%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2025). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Taxa de escolarização no ensino superior95.678.260.843.4262012201420162018202020222024BrasilEUAChinaMundo%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

É a série de crescimento mais forte: de 43,8344% em 2012 para 69,7318% em 2024, quase 26 pontos. As barras separam países acima de 100% de outros abaixo de 5%.

Taxa de escolarização no ensino secundário

Mapa-múndi de Taxa de escolarização no ensino secundário
Mapa-múndi: Taxa de escolarização no ensino secundário (2025). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)

Mônaco (158,5466%) e Bélgica (142,9603%) estão no topo; Somália (3,3479%) e República Centro-Africana (15,8074%) na base. O Brasil supera França (103,7854%) e EUA (97,4735%).

Taxa de escolarização no ensino secundário: topo, base e Brasil1Mônaco158.552Bélgica142.963Finlândia142.44Países Baixos137.515São Cristóvão e Névis137.5145Barbados104.3746Canadá104.3247Brasil104.1448África do Sul104.1349França103.79206Haiti17.17207República Centro-Africana15.81208Somália3.35%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2025). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Taxa de escolarização no ensino secundário11297.282.567.752.92012201420162018202020222024BrasilEUAChinaMundo%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

A linha é estável: 104,0862% em 2013 e 104,1447% em 2024, com pico de 106,2985% em 2021. As barras mostram um intervalo enorme, de 3,3479% a 158,5466%.

Alunos por professor (ensino primário)

Mapa-múndi de Alunos por professor (ensino primário)
Mapa-múndi: Alunos por professor (ensino primário) (2019). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)
PosiçãoPaís / territórioalunos por professor
1San Marino6.93
2Liechtenstein7.8
3Luxemburgo8.3
4Noruega8.59
5Kuwait8.88
110Belize19.78
111Guam20.02
112Brasil20.22
113Guatemala20.26
114Vietnã20.28
204Malaui58.68
205Ruanda59.51
206República Centro-Africana83.41

Ver o ranking completo de 206 países e territórios →

San Marino (6,9306) e Liechtenstein (7,8016) têm as menores turmas; República Centro-Africana (83,412) e Ruanda (59,5086) as maiores. O Brasil fica na metade inferior da tabela.

Alunos por professor (ensino primário): topo, base e Brasil1San Marino6.932Liechtenstein7.83Luxemburgo8.34Noruega8.595Kuwait8.88110Belize19.78111Guam20.02112Brasil20.22113Guatemala20.26114Vietnã20.28204Malaui58.68205Ruanda59.51206República Centro-Africana83.41alunos por professor
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2019). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Alunos por professor (ensino primário)26.722.518.314.1102005200820102012201420162017BrasilChinaAlemanhaMundoalunos por professor
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

A linha recua de 23,8583 em 2007 para 20,2231 em 2017, uma redução gradual. Ainda assim, o Brasil está acima de Alemanha (12,3028) e Reino Unido (15,1327).