Educação e infância em números
Esta apresentação reúne cinco indicadores de educação do Banco Mundial, um por quadro, com o Brasil destacado. Cada quadro traz o ranking dos países, o valor e a posição do Brasil e a linha de evolução da série disponível. Os dados vêm do World Development Indicators.
| Government spending on education | 35 | Brasil investe 5,6192% do PIB em educação pública e ocupa o 35º lugar |
| Children out of primary school | 79 | 2,1872% das crianças em idade primária estão fora da escola no Brasil |
| Tertiary enrolment | 53 | A matrícula no ensino superior do Brasil chega a 69,7318%, 53º lugar |
| Secondary school enrolment | 47 | O ensino médio brasileiro registra 104,1447% de matrícula bruta, 47º entre 208 países |
| Pupils per teacher (primary) | 112 | São 20,2231 alunos por professor no ensino fundamental brasileiro |
Leia cada quadro isoladamente: a unidade, o número de países avaliados e o ano de referência mudam de indicador para indicador. Não compare posições ou valores entre quadros diferentes — 5,6192% de gasto e 20,2231 alunos por professor não estão na mesma escala.
Pontos principais
O Brasil aparece hoje na metade superior do mundo em quase tudo que envolve educação e infância, com um traço que o distingue de muitos países de renda parecida: o investimento público é alto. O gasto público em educação é de 5,6192% do PIB, o que coloca o país na 35ª posição entre 203 países e acima do valor mundial de 3,5693%. Ao mesmo tempo, a proporção de crianças fora da escola primária é de 2,1872%, 79º lugar entre 205 países — bem melhor do que já foi, mas ainda distante dos primeiros colocados. Na matrícula secundária o Brasil marca 104,1447% (bruta), muito acima do valor mundial de 77,2786%, e no ensino superior chega a 69,7318%, também acima da média global de 43,6151%.
Fonte: World Bank, World Development Indicators (SE.XPD.TOTL.GD.ZS, SE.PRM.UNER.ZS, SE.SEC.ENRR, SE.TER.ENRR) — https://data.worldbank.org/
O valor mais recente do indicador central
O indicador que abre esta edição é o gasto público em educação como proporção do PIB. O Brasil registra 5,6192%, ocupando a 35ª posição entre 203 países. O valor mundial do mesmo indicador é 3,5693%, ou seja, o país está cerca de 2,05 pontos percentuais acima da referência global. Vale lembrar que a série mede despesa governamental — não inclui o que as famílias pagam por mensalidades, material ou ensino fora da escola.
Fonte: World Bank, World Development Indicators — Government expenditure on education, total (% of GDP), SE.XPD.TOTL.GD.ZS — https://data.worldbank.org/indicator/SE.XPD.TOTL.GD.ZS
Quem está no topo e quem está na base
No topo do gasto público em educação aparecem sobretudo economias pequenas e países insulares: Quiribati com 16,3905%, Samoa Americana com 14,717%, Tuvalu com 12,8457% e Micronésia com 11,5591%, seguidos por Namíbia (9,0844%), Argélia (8,9777%) e Cuba (8,4409%). Na outra ponta estão Somália com 0,0%, Nigéria com 0,3191%, Zimbábue com 0,3848% e Papua-Nova Guiné com 0,7821%; também na base aparecem economias grandes da Ásia, como Indonésia (1,2752%) e Líbano (1,2249%). O Brasil, com 5,6192%, está claramente no lado alto da distribuição, embora longe dos valores extremos das ilhas menores — em uma faixa mais próxima da do Reino Unido (5,9068%) do que da dos primeiros colocados. No indicador de crianças fora da escola primária, a posição relativa é diferente: os primeiros lugares são de Emirados Árabes Unidos (0,0039%), Azerbaijão (0,0266%) e Uruguai (0,0355%), e o Brasil, com 2,1872%, fica em 79º entre 205 países, no meio da tabela.
Fonte: World Bank, World Development Indicators — SE.XPD.TOTL.GD.ZS e SE.PRM.UNER.ZS — https://data.worldbank.org/
Como mudou nesta década
O gasto público em educação subiu de 5,7374% do PIB em 2011 até o pico de 6,3205% em 2017 e depois recuou de forma contínua, chegando a 5,497% em 2021 e voltando a 5,6192% em 2022 — cerca de 0,12 ponto abaixo do nível de 2011 e 0,70 ponto abaixo do pico. A proporção de crianças fora da escola primária caiu de 6,4743% em 2012 para 2,1872% em 2024, com oscilações no meio do caminho (4,8103% em 2021, 3,3407% em 2022) e o menor valor da série no ano mais recente. A matrícula no ensino superior é o movimento mais consistente: de 43,8344% em 2012 para 69,7318% em 2024, quase 26 pontos de alta. A matrícula secundária, por sua vez, ficou praticamente estável em torno de 100–106% no mesmo período, com 104,0862% em 2013 e 104,1447% em 2024. Já a relação alunos por professor no ensino fundamental passou de 21,0436 em 2005 para 20,2231 em 2017 — nesse caso, a série disponível vai apenas até 2017.
Fonte: World Bank, World Development Indicators — SE.XPD.TOTL.GD.ZS, SE.PRM.UNER.ZS, SE.TER.ENRR, SE.SEC.ENRR, SE.PRM.ENRL.TC.ZS — https://data.worldbank.org/
Comparando com países próximos
Entre as economias de referência, o gasto público brasileiro de 5,6192% do PIB fica atrás apenas do Reino Unido (5,9068%) e à frente dos EUA (5,4204%), Coreia do Sul (5,4091%), França (5,3243%), Alemanha (5,2392%), China (3,8971%) e Japão (3,3366%) — a diferença para o Japão é de cerca de 2,28 pontos. Na América do Sul, o Uruguai aparece em 3º lugar mundial em crianças fora da escola primária, com 0,0355%, contra 2,1872% do Brasil; nos EUA o valor é 3,9822% e na China, 6,6763%. No ensino superior, os 69,7318% do Brasil ficam abaixo da Coreia do Sul (111,8533%), do Reino Unido (80,4146%), dos EUA (79,3619%), da China (76,8758%) e da Alemanha (76,7097%), e um pouco abaixo da França (71,5347%); dentro da região, Chile (110,1769%) e Argentina (107,8226%) estão bem acima. Na matrícula secundária, os 104,1447% brasileiros superam França (103,7854%), Japão (101,5371%), Alemanha (100,2437%), EUA (97,4735%), Coreia do Sul (96,254%) e China (92,2603%), ficando atrás do Reino Unido (112,12%). Já em alunos por professor, os 20,2231 do Brasil estão acima de Alemanha (12,3028), EUA (14,1986), Reino Unido (15,1327), Japão (15,661), Coreia do Sul (16,2867) e China (16,4267).
Fonte: World Bank, World Development Indicators (SE.XPD.TOTL.GD.ZS, SE.PRM.UNER.ZS, SE.TER.ENRR, SE.SEC.ENRR, SE.PRM.ENRL.TC.ZS) — https://data.worldbank.org/
Como ler estes números
O gasto em educação medido aqui é despesa do governo em relação ao PIB e não abrange o que as famílias gastam com mensalidades, transporte, material ou aulas particulares; uma proporção alta não indica, por si só, melhor qualidade de ensino, assim como uma proporção baixa não significa necessariamente pouco esforço educacional. Note também que os primeiros lugares tendem a ser ocupados por economias muito pequenas, como Quiribati (16,3905%) e Tuvalu (12,8457%), em que uma despesa modesta em valores absolutos representa uma fração grande do PIB. As taxas de matrícula são brutas (% gross): contam matriculados fora da faixa etária oficial e repetentes, razão pela qual podem passar de 100% — caso do Brasil (104,1447%), da Grécia no superior (165,1134%) e de Mônaco no secundário (158,5466%); não devem ser lidas como "porcentagem de crianças que frequentam a escola". Para crianças fora da escola primária a base não traz valor mundial, então não cabe comparação com uma média global, e o ranking cobre apenas os países que reportaram dados. Os anos de referência também diferem entre indicadores — a série de alunos por professor do Brasil vai até 2017, enquanto matrículas e crianças fora da escola chegam a 2024 —, de modo que comparações sem alinhar o ano têm limites. A atualização é anual, via World Development Indicators do Banco Mundial, e valores passados podem ser revisados conforme novos reportes dos países; por isso, pequenas variações de posição não devem ser interpretadas de forma categórica.
Fonte: World Bank, World Development Indicators — https://data.worldbank.org/
Despesa pública em educação (% do PIB) no mapa e em gráficos
| Posição | País / território | % |
|---|---|---|
| 1 | Quiribati | 16.39 |
| 2 | Samoa Americana | 14.72 |
| 3 | Tuvalu | 12.85 |
| 4 | Micronésia | 11.56 |
| 5 | Namíbia | 9.08 |
| 33 | Butão | 5.85 |
| 34 | Nauru | 5.78 |
| 35 | Brasil | 5.62 |
| 36 | Jamaica | 5.51 |
| 37 | Uzbequistão | 5.47 |
| 201 | Zimbábue | 0.38 |
| 202 | Nigéria | 0.32 |
| 203 | Somália | 0 |
No topo aparecem economias pequenas como Quiribati (16,3905%) e Tuvalu (12,8457%); na base estão Somália (0,0%) e Nigéria (0,3191%). O Brasil fica na parte alta da tabela, em 35º entre 203 países.
As barras mostram uma distribuição bem espalhada, de 0,0% a 16,3905%. A linha do Brasil subiu até 6,3205% em 2017, recuou a 5,497% em 2021 e voltou a 5,6192% em 2022.
Comparar países
Crianças fora do ensino primário
| Posição | País / território | % |
|---|---|---|
| 1 | Emirados Árabes Unidos | 0 |
| 2 | Azerbaijão | 0.03 |
| 3 | Uruguai | 0.04 |
| 4 | Coreia do Sul | 0.06 |
| 5 | Japão | 0.07 |
| 77 | Bósnia e Herzegovina | 2.1 |
| 78 | Chile | 2.12 |
| 79 | Brasil | 2.19 |
| 80 | Tonga | 2.28 |
| 81 | Fiji | 2.39 |
| 203 | Guiné Equatorial | 65.6 |
| 204 | Afeganistão | 68.77 |
| 205 | Somália | 85.27 |
Emirados Árabes Unidos (0,0039%), Azerbaijão (0,0266%) e Uruguai (0,0355%) lideram; Somália (85,2728%) e Afeganistão (68,7716%) fecham a lista. O Brasil está no meio da tabela.
A linha brasileira cai de 6,4743% em 2012 para 2,1872% em 2024, o menor valor da série, com oscilações em 2021 (4,8103%). A distância entre os extremos do ranking passa de 85 pontos.
Taxa de escolarização no ensino superior
| Posição | País / território | % |
|---|---|---|
| 1 | Grécia | 165.11 |
| 2 | Macau | 141.86 |
| 3 | Chipre | 120.88 |
| 4 | Hong Kong | 120.09 |
| 5 | Coreia do Sul | 111.85 |
| 51 | Sérvia | 70.58 |
| 52 | Bielorrússia | 70.11 |
| 53 | Brasil | 69.73 |
| 54 | Bulgária | 69.55 |
| 55 | Mongólia | 69.04 |
| 201 | Guiné Equatorial | 1.84 |
| 202 | Polinésia Francesa | 1.46 |
| 203 | Haiti | 1.05 |
Grécia (165,1134%) e Macau (141,8648%) encabeçam a tabela, com Haiti (1,0514%) na última posição entre 203 países. O Brasil aparece na primeira metade, à frente do Japão (64,4908%).
É a série de crescimento mais forte: de 43,8344% em 2012 para 69,7318% em 2024, quase 26 pontos. As barras separam países acima de 100% de outros abaixo de 5%.
Taxa de escolarização no ensino secundário
| Posição | País / território | % |
|---|---|---|
| 1 | Mônaco | 158.55 |
| 2 | Bélgica | 142.96 |
| 3 | Finlândia | 142.4 |
| 4 | Países Baixos | 137.51 |
| 5 | São Cristóvão e Névis | 137.51 |
| 45 | Barbados | 104.37 |
| 46 | Canadá | 104.32 |
| 47 | Brasil | 104.14 |
| 48 | África do Sul | 104.13 |
| 49 | França | 103.79 |
| 206 | Haiti | 17.17 |
| 207 | República Centro-Africana | 15.81 |
| 208 | Somália | 3.35 |
Mônaco (158,5466%) e Bélgica (142,9603%) estão no topo; Somália (3,3479%) e República Centro-Africana (15,8074%) na base. O Brasil supera França (103,7854%) e EUA (97,4735%).
A linha é estável: 104,0862% em 2013 e 104,1447% em 2024, com pico de 106,2985% em 2021. As barras mostram um intervalo enorme, de 3,3479% a 158,5466%.
Alunos por professor (ensino primário)
| Posição | País / território | alunos por professor |
|---|---|---|
| 1 | San Marino | 6.93 |
| 2 | Liechtenstein | 7.8 |
| 3 | Luxemburgo | 8.3 |
| 4 | Noruega | 8.59 |
| 5 | Kuwait | 8.88 |
| 110 | Belize | 19.78 |
| 111 | Guam | 20.02 |
| 112 | Brasil | 20.22 |
| 113 | Guatemala | 20.26 |
| 114 | Vietnã | 20.28 |
| 204 | Malaui | 58.68 |
| 205 | Ruanda | 59.51 |
| 206 | República Centro-Africana | 83.41 |
San Marino (6,9306) e Liechtenstein (7,8016) têm as menores turmas; República Centro-Africana (83,412) e Ruanda (59,5086) as maiores. O Brasil fica na metade inferior da tabela.
A linha recua de 23,8583 em 2007 para 20,2231 em 2017, uma redução gradual. Ainda assim, o Brasil está acima de Alemanha (12,3028) e Reino Unido (15,1327).